Vida de estudante de iniciação científica ( parte 2/5)

Continuando a saga de vida de estudante de IC, segue mais duas dicas dado pelo nosso amigo Sergio Azevedo.

Hoje perguntamos quais as maiores dificuldades encontrada por ele durante o trabalho e quais dicas ele da para quem pretende fazer IC.

 Quais dificuldades encontrou durante o seu trabalho?

Dentre as dificuldades da iniciação científica, acredito que a maior seja relacionada ao tempo. Conciliar a graduação e a pesquisa não é uma tarefa fácil, mas pode ser superada. Acredito que, no fim das contas, o desgaste por conta destas atividades em conjunto valha a pena, pois algumas oportunidades podem não existir mais depois que o aluno se forma.

Qual a sua dica para quem pretende fazer iniciação científica?

A primeira coisa a se fazer, quando um aluno deseja se inserir em um programa de iniciação científica, é procurar pelo professor orientador com antecedência para propor algo ou para saber se cabe uma iniciação científica nos trabalhos que ele já vem executando ou que planeja executar. Pois, apesar de os trabalhos de iniciação científica começarem oficialmente no mês de agosto, o edital de seleção dos planos de trabalho ocorre no início do ano. Portanto, é bom que, ao início do ano, a pesquisa já esteja combinada e planejada com o orientador.

Com o início da iniciação científica, os prazos para o desenvolvimento das atividades parecem bastante extensos, pois a duração do programa é de um ano. Porém, rapidamente estes prazos podem reduzir, frente as atividades propostas no plano de trabalho, podendo até mesmo inviabilizá-las. Portanto, uma boa prática é criar uma rotina de estudo e demais atividades da iniciação, conciliando-as com as disciplinas e estudos da faculdade, o que nem sempre é muito fácil de colocar em prática. Mas, na medida do possível, não é bom deixar as atividades acumularem.

Em geral, os estudos desenvolvidos em iniciações científicas se referem a conteúdos não abrangidos pelas grades tradicionais da graduação, portanto tendem a não ser assuntos muito triviais( trocar por: muito importante) e que precisam de um tempo de amadurecimento das ideias. Logo, devorar o conteúdo rapidamente para se ver livre ou deixá-lo para a última hora, tendem a não ser boas práticas de aprendizagem.

A tendência é que no decorrer da iniciação científica e dos semestres letivos da graduação a gente acabe se esgotando muito. Logo, ao término dos trabalhos, a energia que nos resta não é muito grande para a etapa de exposição escrita do que foi desenvolvido. Contudo, os alunos de iniciação científica não podem se permitir morrer na praia, pois, se a exposição do trabalho não for realizada de forma coerente com o que fora realizado, todo o trabalho de todo um ano poderá ter sido em vão.

Segue os links da entrevista:

Vida de estudante de iniciação científica ( parte 1/5)

Vida de estudante de iniciação científica ( parte 3/5)

Vida de estudante de iniciação científica ( parte 4/5)

2 comentários sobre “Vida de estudante de iniciação científica ( parte 2/5)

    • Boa noite Alice,
      Agradecemos pelo seu comentário e interesse pelo site. Estamos buscando sempre o aperfeiçoamento de nossos recursos e disponibilizar conteúdos interessantes para os alunos.
      Estamos começando ainda na Iniciativa, mas gostaríamos de aprender mais, tornando o site cada vez melhor. Saber a opinião de você é essencial, para que possamos evoluir. Por isso, se tiver alguma sugestão, crítica, reclamação ou elogio, por favor, nos informe, pois estamos abertos a feedbacks. Espero que mantenha contato e confira sempre nossas atualizações e conteúdos.

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